O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou nesta sexta-feira (16) a abertura de inquérito para apurar o envolvimento do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), com fatos vinculados à Operação Lava Jato. A suspeita é de crime de corrupção passiva.

As informações foram divulgadas há pouco pelo Canal GloboNews e Portal G1.

A Secretaria de Comunicação do governo catarinense divulgou esta nota à respeito:

“O Governo do Estado esclarece sobre as divulgações de supostos recursos repassados para Santa Catarina pela empresa Odebrecht.
A empresa não tem em Santa Catarina, desde 2011, início do atual governo, nenhum contrato, não executa nenhuma obra pública ou realiza qualquer serviço do Estado.

O governador Raimundo Colombo foi citado em planilhas apreendidas durante uma das fases da Lava Jato, que apontam repasses da construtora Odebrecht a políticos.

A investigação, que tramita em segredo de Justiça, foi aberta a pedido da Procuradoria Geral da República, para apurar menção ao governador. Os documentos foram remetidos ao STJ pelo juiz Sérgio Moro, do Paraná, responsável pela Lava Jato na primeira instância.

O STJ também determinou a coleta de provas pedidas pela Procuradoria, entre as quais a obtenção de dados telefônicos de um assessor do governo de Santa Catarina, André Agostini Moreno. Ele foi conduzido coercitivamente em Florianópolis na 26ª fase da Lava Jato, intitulada Operação Xepa. Na ocasião, Moreno prestou depoimento e foi liberado. O nome do assessor aparecia em uma das planilhas do grupo Odebrecht.

Na Operação Xepa, em 22 de março, a força-tarefa da Lava Jato apontou que a empresa tinha um setor responsável pelo pagamento de propina a agentes públicos, chamado Departamento de Operações Estruturadas.