Razões para a ação inegavelmente todos tem, desde o MDB, o qual deixará de ser presidido por Mauro Mariani, que já sinalizou sua saída do comando, esse que pode voltar para Eduardo Moreira, o qual demonstra interesse.

No PSDB, o atual presidente e ainda deputado Marcos Vieira, não mostra a mesma vontade de deixar o cargo, mas a movimentação no sentido de um novo nome já acontece desde o primeiro turno, quando o partido encolheu, e a deputada da região Sul, Geovania de Sá é bem cotada, até porque foi a única sobrevivente a “tsunami”, com direito a ampliação na votação.

O PP por sua vez, que errou a mão na coligação e ficará pela quinta gestão fora do governo do estado, deve ainda assim contar com um embate para essa definição, onde Jorge Boeira, que declinou de concorrer a reeleição pode apresentar-se, e assim ter que tratar com o posicionamento de outros líderes.

E o PSD, que através do seu candidato que nunca foi de consenso internamente protagonizou a maior derrota do estado na disputa pelo governo, Gelson Merisio deve deixar a presidência, e sobre essa se fala do nome de Júlio Garcia, dissidente do vencido postulante ao cargo de governador e deputado mais bem votado da sigla.

As eleições de 2018, marcam o momento histórico em Santa Catarina em que as presidências dos quatro partidos que buscaram manter a polarização, sem citar a posição de coadjuvante do DEM, no pleito recente, ao mesmo devem substituídas, impactadas pelo fenômeno 17. Ou melhor, pela decisão do eleitor.