Blog do Paulo Matias

Opinião / Política

Fenômeno 17 derruba partidos e políticos em Santa Catarina e Amrec, mas também evidencia imunes

O desejo de mudança e a busca por renovação por parte do eleitor catarinense e de nossa região, encontrou uma sigla, nomes e um líder nacional influente como não se via a muito tempo.

Entre o declarados 17 e os que diziam não saber em quem votar, os institutos de pesquisa se perderam e no momento da apuração o fenômeno se efetivou surpreendendo a quase todos.

Em Santa Catarina, partidos que tradicionalmente estavam no poder ou entre os primeiros que disputavam esse foram alvo do “strike”, que derrubou vários ao mesmo tempo.

Isso aconteceu com MDB que estava a frente do governo, PSDB que se coligou ao citado para a majoritária e o PT que até aparecia mais bem colocado nas pesquisas, o que na prática não aconteceu.

Listando nomes de entes políticos que fazem parte do cenário estadual, o próprio governador Eduardo Pinho Moreira, o ex-deputado federal Mauro Mariani no MDB continuamente dividido; Paulo Bauer, ex-senador e Napoleão Bernardes, ex-prefeito de Blumenau no visivelmente perdido PSDB; Décio Lima, ex-deputado federal e a ressurgida Ideli Salvati no cada vez mais coadjuvante PT, são os principais destaques.

Quando se trata de AMREC, o ex-deputado federal do MBD, Ronaldo Benedet; Valmir Comin do PP, oriundo da região que concentra prefeitos da sua sigla, e Dóia Guglielmi do PSDB, o qual na última eleição já teve dificuldades, são os nomes que devem também ter perdido votos para candidatos do movimento 17.

Entre os que conseguiram desviar-se dessa verdadeira “tsunami”, surgem Geovania de Sá, deputada federal reeleita graças a força do seu nome que não foi vinculado ao do PSDB em razão de uma produtividade notável como parlamentar e claro posicionamento em momentos delicados da Câmara; Cleiton Salvaro, que mesmo tendo ficado com a primeira suplência do PSB, foi de quase 15.000 votos para mais de 30.000, por ter encontrado um espaço próprio com um modelo de trabalho como deputado estadual que conseguiu chegar as reais necessidades do eleitor ; O estreante Delegado Ulisses Gabriel do PSD, que adentrou ao certame no mais delicado momento das últimas três décadas no cenário, e conquistou perto de 30.000 votos, ficando com a terceira suplência por ser reconhecido como a verdadeira renovação e representar alguém que foi política no intuito de implementar ações que a profissão lhe mostraram ser urgentes, e Rodrigo Minotto do PDT, reeleito a frente do partido que o mesmo conduz no estado, que é muito exitoso na capacidade de converter o trabalho de deputado em votos que resistiram a “onda” citada, na demonstração inegável de que conta com confiáveis mobilizados em torno do seu nome em diferentes municípios.